segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A constatação


Desde que fomos à fazenda em julho percebi uma queda muito grande em minhas forças, falta de concentração, fraqueza nas pernas, e muita fadiga.
Eu já sabia que minha situação era ruim, apenas ouvi o que não gostaria de ouvir.
Na consulta a médica informou que a quimioterapia não está fazendo efeito, e novas sessões só trariam mais desconforto e fraqueza, indisposição etc.
O que fazer?
Nada...... paramos a quimioterapia e vamos aguardar, ou seja, nada mais pode ser feito, a não ser esperar pelo que vier.
Perguntei à médica quanto tempo eu tenho, e não tem como prever, de semanas a meses, este é o prazo, e as consequências em meu caso são um possível entupimento de uma veia importante, causando muita dor. Caso isto ocorra devo ser internado e sedado, nada mais.
Assim estou completamente nas mãos de Deus para que Ele decida o que vai ser de mim, estou sereno, não consegui chorar, e nem quero chorar mais, estou tranquilo preparando meu futuro incerto e sem um prazo definido, assim decidi viver minha vida junto a aqueles que eu amo da melhor forma possível.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

O tremendo mal estar!!


Depois da última sessão minhas forças se exauriram e muito, passei muito mal a semana toda, antes de tomar a medicação na quarta feira, e depois da sessão a queda de resistência foi brutal. Não sentia sabor, aliás sentia um sabor ruim, boca seca, muita sede, coriza com sangue muitas das vezes, quantidade pequena, mas não sabemos do que se trata assim amanhã a consulta deve ser longa.
Não conseguia caminhar 30 metros, fui almoçar com meus pais no domingo com muito esforço, fui muito devagar e consegui, mas o esforço me deixou muito cansado. Tenho dificuldades em levantar, estando sentado, e além do frio intenso que sinto, tive dores abdominais e muitas cólicas.
Mesmo não estando tão frio assim ao deitar fico encolhido por 15 20 minutos até que meu organismo se adeque a temperatura, me aqueça.
Um quadro verdadeiramente preocupante, apesar do incentivo de todos, “você supera”, “tudo vai melhorar”, “logo logo  passa” e assim por diante.
Fico feliz pelas palavras de incentivo, mas a realidade é que estou passando literalmente mal, já tive momentos semelhantes, mas nunca duraram tanto tempo, assim a resiliência acaba sendo abalada, a auto estima vai pelo ralo.
Amanhã será um dia importante para que eu possa compreender o que está acontecendo e principalmente o que irá acontecer.
Fé em Deus e vamos em frente.

terça-feira, 28 de junho de 2016

O que será?


Sinto ainda a pancada das notícias, relembrando as palavras da médica, “as noticias não são boas, você teve uma recidiva, no mesmo local do início do tumor, o tratamento com quimioterapia não vai adiantar, vamos partir para um medicamento, é um tratamento novo e os pacientes tem reagido bem...”
Questionei se seria o caso de uma nova cirurgia ao que ela foi direta e objetiva, NÃO, a cirurgia não irá resolver nada.
Relembrei os últimos dias, tive diarréia, muita fadiga, dificuldades de andar rápido, quase fui atropelado por um motorista irresponsável no sábado que simplesmente não diminuiu enquanto eu atravessava a rua, senti sair um líquido com sangue do nariz por diversas vezes, amortecimento nas pernas e nas mãos, enfim um quadro de deterioração física que não sentia há muitos meses.
Voltando à consulta, a médica tentou me animar falando de minha ida aos USA, na qual gostaria de fazer o que se denomina “qualificação” que é uma pré defesa da tese de doutorado, mas depois deste turbilhão realmente não me sinto com ânimo para tanto.
Aliás meu ânimo realmente diminuiu, a chama está muito tênue, não consigo raciocinar, não sei realmente o que pensar neste momento.
Não sinto raiva, pena, sinto algo profundo, denso, triste, não consigo pensar no futuro como pensava com ânimo anteriormente, talvez pelas novas perspectivas, o que será, o que irá acontecer agora?
Por mais que eu tenha fé, coragem e forças, sinceramente me sinto perdido, não sei para onde ir, como ir e de forma tudo acontecerá, penso em minha família o que será deles, sei que ninguém é indispensável, sou apenas mais um na vida de todos e eles devem seguir seus passos com alegria e responsabilidade.
Espero em Deus que eu tenha uma chance, que eu possa seguir meu caminho seguindo a Sua Vontade, e que esta Vontade seja uma benesse em minha vida.
Agradeço a Deus todos os dias, e agradeço por mais esta prova dura, difícil e de uma intensidade imensa.
O que acontecerá amanhã ou depois e depois? Sinceramente não sei, e só saberei amanhã ou depois e depois, que Deus me ajude!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

O grande balde de gelo!!


Nova consulta, expectativa para nova sessão de quimio, porém desde a semana passada estava sentindo um amortecimento nas pernas, o que dificulta o caminhar a passos mais rápidos. Segundo a médica, trata-se de uma miopatia, ou seja uma consequência das quimioterapias passadas o que deve melhorar com acupuntura.
Além disto, e o pior, o índice de CA aumentou, passou a 1.200, mesmo com uma leve subida de 100 pontos passa a ser preocupante.
Com a leitura dos resultados dos exames de imagem a médica percebeu uma recidiva no mesmo local da lesão inicial, ou seja a doença voltou.
O impacto foi grande, fiquei sem palavras, não tive reação imediata, parei sem pensar, me deu um branco total, não consegui ainda absorver o impacto.
Sei que é algo que tenho que trabalhar e muito, principalmente em minha mente, fé e determinação, as batalhas têm sido grandes, e às vezes parecem inúteis, sem fim. Pode ser visto como um processo de superação, de prova de fé, de coragem para enfrentar o que vem e o que virá.
A médica tentou me animar, falando sobre a minha qualificação do Doutorado em janeiro de 2017, o que pretendo fazer e com a benção de Deus farei nos USA, mas a pancada foi muito forte.
Depois do primeiro impacto, só pensei em uma frase da oração do Pai Nosso, “que seja feita a Vossa Vontade, assim na terra como no céu..”
Que assim seja Amém!!

quarta-feira, 15 de junho de 2016

As sensações da última sessão de QT

Fizemos a última sessão na segunda feira, e a cada uma, novidades. Muitas vezes nem sempre boas. Nesta última me senti ótimo durante a aplicação, escrevi algumas páginas do doutorado, estava lépido e faceiro. Ao final, uma sensação estranha. Tremia de frio, apesar de que estava muito frio mesmo, mas não para tremer de frio, ou seja, não estava legal. Ao me levantar para ir embora, ao falar algo percebi que estava com a língua enrolada, falava como se tivesse bebido algo forte, o pensamento estava normal, mas ao tentar expressar minhas ideias não conseguia concatenar uma frase inteira, a velocidade do pensamento era muito maior do que a reação da fala, estava em uma espécie de “slow motion” engraçado se não fosse trágico. Ao caminhar para a saída percebi que não conseguia andar em linha reta, fazia “curvas” pequenas mas não era uma linha reta, muito estranho. Aos poucos fui recuperando minha capacidade de fala, e de andar normalmente, o corpo foi se adaptando a esta nova realidade e aos poucos o corpo reagiu e corrigiu os erros da fala e do caminhar. Fui deixar a Bellinha em casa porque tinha uma reunião com um cliente uma hora depois, fui buscar um documento antes e na reunião estava 90% recuperado, falando normalmente e caminhando em linha “quase” reta. Cada sessão uma novidade, mas esta foi a melhor de todas, o que é falar enrolado por algumas horas e andar quase em linha reta? Muito melhor do que passar mal, ter enjoos e as demais consequências sentidas anteriormente. Uma das coisas que ainda incomoda e muito é a falta de equilíbrio, todos os dias a experiência de colocar as roupas tem sido uma tarefa complicada, “acertar” a perna da calça é difícil às vezes, me seguro na pia e miro o buraco da calça para enfiar a perna, muitas vezes erro a pontaria e volto a me equilibrar e tentar de novo até acertar. Para pessoas “normais” vestir uma calça é algo que se faz sem pensar, mas no meu caso preciso pensar, mirar, apontar e FOGO..... lá vai a perna. O pior é quando erro, quase caio e fico alguns minutos olhando a bendita calça e aquele buraco aberto por onde minha perna vai entrar, e ela entra. kkkk Assim tem sido cada sessão e assim será até quando Deus queira. Vamos que vamos!!!

O destino existe? É possível mudá-lo?

Postagem escrita em 08 de junho de 2016 Nunca havia pensado em destino, sou muito prático, objetivo, as vezes até demais, cético, e antes da doença não havia pensado em destino. Será que existe? Tenho algumas evidências para pensar. Ao descobrir a doença estava em uma fase de muito trabalho em minha vida, casamento da Carol à frente, projetos com clientes e de repente “bomba”. Mas o tempo de Deus estava e é correto, sempre. Continuei trabalhando dentro das minhas possibilidades, ocorreram mudanças, mas não chegaram a afetar nossa vida financeira, nem as cirurgias e o tratamento acontecendo. No meio tempo vendemos a casa, compramos o apartamento e nossa vida ficou ajustada. Passei por 4 cirurgias, UTI’s, quimioterapia, radioterapia, e a doença continua no índice alto de CA. Redescobrimos Abadiânia, estamos na segunda vez aqui e ansiosos pelo nosso futuro. No final do ano passado estabeleci metas ousadas para mim mesmo, comecei o Doutorado, estou reaprendendo música, as viagens estão planejadas tanto para um dos Estados que não conheço e para os USA. Com relação ao Doutorado estabeleci metas para conclusão dos trabalhos e a defesa da Tese, metas factíveis, mas desafiadoras, e estou adiantado em meu cronograma. Conseguindo manter este ritmo concluo meus trabalhos antes do prazo em até 90 dias, o que seria uma vitória excepcional. Passei a refletir sobre estas metas, e me questiono se ao estabelecer metas ousadas não estava tentando “manipular” meu destino. Impondo metas a médio e longo prazo estaria tentando postergar meu destino, ganhar tempo junto a Deus? Talvez sim, tenho muita fé e esperança da cura total, mas ao mesmo tempo sempre lembro da oração do Pai Nosso “seja feita a Vossa Vontade, assim na terra como no céu”. Vontade de seguir adiante meu destino, sim, com fé em Deus para que seja feita a Vossa Vontade, e que esta vontade seja a que possa me proporcionar mais tempo junto aos que eu amo, não por um capricho meu, mas para que eu possa ajudar apoiar e ver a felicidade dos que eu amo. Que seja feita a Vossa Vontade Amém.

A segunda visita a Abadiânia

Postagem escrita em 08 de junho de 2016
Fomos pela manhã cedo para o salão principal aguardar o início dos trabalhos. Enquanto aguardava senti novamente algo acontecendo dentro de mim, sem saber o que exatamente ocorria, sensação de sono, mas estava bem. De repente comecei a chorar, sem entender o porque, e logo entendi a razão. João de Deus acabava de entrar no salão. A presença da entidade me abalou positivamente, sem que eu visse que estava entrando no ambiente, e senti uma sensação de paz logo em seguida.
João de Deus veio ao palco, operou fisicamente uma senhora, cortou na altura da cintura, colocou os dedos no corte e fez as suturas. A senhora chorou, em alguns momentos, mas parecia mais de emoção do que de dor.
Logo em seguida chamaram a fila da primeira vez e depois a da revisão que era meu caso. Fui sozinho deixando a Bellinha ser atendida e como estava e estou bem fisicamente, segui meu caminho. Ao chegar em frente a João de Deus pedi pela cura do meu mal, ele me entregou uma receita e um cartão pedindo para fazer uma massagem direcionada pelas entidades, e me indicou para fazer parte da corrente. Lá fui eu sentar junto com as demais pessoas, concentração, pensamentos positivos e orar, muito. Não consegui ficar muito tempo, dores nas costas por conta do banco de madeira, mas a sensação de paz era muito grande. Soube das boas novas das duas e fomos almoçar e depois repousar. À tarde a Bellinha fez a cirurgia e voltou para repouso. A noite fui fazer a massagem, e a sensação foi única, uma massagem relaxante, sem pressão, com muita calma e o massageado deve ficar concentrado e focando no problema, assim as entidades vem complementar o tratamento. São 40 minutos de paz indescritível, e em alguns momentos cheguei a chorar sentindo uma paz muito grande, e ao mesmo tempo sensação de que algo ocorria dentro de mim. Seguimos nosso propósito de pedir a cura definitiva do mal, e com muita fé teremos a realização de nosso sonho.

Os planos longevos!!

Postagem escrita em 31 de maio de 2016
Ainda ressentindo os efeitos da ultima sessão, que desta vez estão mais fortes, sigo em frente. Em alguns momentos percebo que respiro estilo cachorrinho, respiração curta de boca aberta, e aí paro, procuro compensar a respiração e continuar. Em alguns momentos sinto faltar o chão, cheguei a sentir tontura algumas vezes, mas poucas vezes, e assim é. Mas o que me fez pensar mais profundamente foi em uma consulta que tivemos com a oftalmologista, ela nos relatava que tem uma amiga com problemas de câncer também e assim como eu faz o tratamento com quimioterapia, mas leva uma vida quase que “normal” assim como eu. Relatei para a médica meus planos, falei sobre o doutorado, conhecer os três Estados do Brasil que ainda não conheço, aulas de música e a viagem para os USA para reencontrar meus amigos da high school. A médica comentou que devemos agir assim mesmo, planejar o futuro, mas no caso da amiga dela estes planos são de médio prazo, ou seja no máximo seis meses. Minha visão é diferente, se planejar por um período curto (06 meses) acho que estaria limitando minha vida a este período, e não havia parado para pensar nisto mas na verdade entendo que se limitar um período ficarei restrito a ele, assim já havia tomado decisões de longo prazo, e sem data final, como foi o caso do Doutorado, das aulas de música e das viagens. Não limitar, pensar longe, longevidade, é isto que eu espero de minha vida, e o entendimento de prazo é relativo, para uma mulher grávida seis meses é muito, já para quem está tratando um dente, por exemplo, cinco minutos são uma eternidade. Não limito meu tempo futuro quero longevidade, seja esta quanto tempo for. Vamos que vamos.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Feeling good

Feita a sessão de quimio fui retirar a bomba que injeta o medicamento por mais três dias, ela pesa menos de 300 gm, mas fica presa ao corpo pelo cateter e a sensação é de que pesa meia tonelada. Dormir com este apetrecho conectado ao corpo já foi pior, agora estou mais habituado, mas mesmo assim incomoda.
Ao retirar o tal artefato sinto-me livre novamente, os movimentos fluem, e me sinto feliz.
Desta vez a fadiga pegou mais forte, sensação de mal estar, fraqueza, falta de concentração, não consegui escrever dois dias, e quero e vou cumprir meu cronograma do doutorado até o final de 2016, mas mesmo com muito esforço não tenho conseguido estes três últimos dias. Cheguei a ficar tonto por algumas vezes, talvez por ter recebido doses maiores na quimio desta vez, mas o sentimento é de paz, de recuperação, sinto internamente melhoras, mesmo após dois anos da primeira cirurgia sentia amiúde “pontadas”, fisgadas internas e dores no abdômen, que diminuíram e muito, sendo raras agora.
Paz de espírito, sensação de segurança, e felicidade, mesmo não estando 100%, além do que vejo minha Bellinha feliz, ela andava triste, desanimada há muito tempo, e eu procurando achar o caminho para que ela fosse mais feliz, apesar da incansável batalha diária dela por mim e sei que isto cansa, mas felizmente após começarmos as aulas de música, ela finalmente está esbanjando felicidade, canta, está animada e isto me anima mais ainda, me dando mais forças para seguir adiante, afinal ela e todos os que estão torcendo por mim são extremamente importantes.
Sejamos felizes.

A pílula power!!!


Desde o início do tratamento minha maior queixa é a fadiga, e nesta última consulta
solicitamos à nossa médica algo para amenizar este efeito, e ela nos passou um medicamento que iria aumentar minha resistência.
Veio a pílula super power, uma criptonita ao contrário, não causa efeitos imediatos, mas um dos efeitos mediatos tem sido a insônia, tenho ido dormir mais tarde, sinto sono ao deitar, mas o danado não vem.
Cochilo um pouco e logo logo, acordo e fico sem saber muito o que fazer.
No dia seguinte os efeitos são apenas algumas pequenas olheiras e nada mais.
Mantenho os olhos fechados e começo a sonhar acordado, e como sonhos são individuais, secretos, vou mantê-los comigo, mas são sonhos bons, sonho com o futuro dos filhos, de nossas sobrinhas netas, Antônia, Maria Victoria e Maria Luiza com coisas boas, e sem pressa sem stress.
Como o sono ainda não vem começo mentalmente a elaborar propostas para dois grandes projetos que estou trabalhando, um com uma empresa italiana e outro com uma empresa na Polônia, as propostas devem ser em italiano e inglês, assim elaboro os tópicos mentalmente e procuro detalhar o que escreverei nelas.
O legal é que no dia seguinte consigo me lembrar do que preparei e coloco no papel a proposta.
Penso ainda no que escrever, o que passar para as pessoas, no blog, e também preparo mentalmente o “rascunho” do que vou passar.
Como o sono ainda não vem, fico “teclando” minhas aulas de música, e é algo bem legal, teclar no travesseiro, na cama, enfim relembrar as notas que vou tocar no dia seguinte.
Esta noite as 4:00h levantei novamente sem ter dormido e tendo feito todas estas coisas que citei acima.
Volto a sonhar, desta vez com a Bellinha, a calorenta, penso em nosso futuro, o que faremos, nossos planos para este ano e para os próximos, sim por que não? Temos que olhar para a frente sempre, temos muitos planos incompletos, por conta da agenda de sessões, mas isto não nos impede de preparar tudo, e planejamos dar um “ultimato” na médica para nos liberar para uma viagem aos USA já planejada desde o ano passado.
Volto a olhar o relógio e ainda são 5:00h quando finalmente começo a sentir o sono batendo, e acordo as 6:30, viro de lado e finalmente as 7:15 levanto.
Sem sono, sem cansaço e como diz a Bellinha “serelepe”.
Sinto melhoras na minha concentração, na leitura, até ver as horas no relógio do quarto melhorou, assim o que é pior, ficar sem dormir ou ficar com fadiga?
Prefiro a segunda opção, dormir menos estar mais “serelepe” e me sentir mais vivo ainda.
Vamos que vamos e um bom final de semana a todos

domingo, 15 de maio de 2016

O espanto alheio.


Muitas pessoas se espantam ao me ouvir falar que aos 60 anos resolvi estudar música. Estou tendo aulas de teclado, esta foi uma das resoluções que tomei no final de 2015.
Outras resoluções foram; fazer o doutorado (que estou fazendo) e conhecer três Estados do Brasil que ainda não conheço.
O doutorado comecei em janeiro, a viagem a Aracaju está planejada para setembro, e a música comecei este mês, por falta de agenda. Isso porque fomos à Abadiânia e não quisemos começar as aulas antes da ida a Goiás.
Mas por que tudo isto, e para que?
Estou na luta contra uma doença de difícil combate, que debilita, agride, torna suas forças débeis e talvez a situação mais fácil fosse simplesmente se entregar, jogar a toalha, lamentar a situação e desistir.
Esta não foi a minha opção, e jamais foi desde o início, por isto estas resoluções tomadas em 2015 foram para me manter em pé e em ordem, olhando para a frente sempre, pensando não apenas em mim, e principalmente naqueles que me amam.
Enfrentar a fadiga, o mal-estar, receber os resultados do índice CA que teima em não baixar, são situações pelas quais estamos todos passando e entendo que eu devo mostrar a que vim, para superar e lutar sempre.
Fácil, de fato não é, acordar e dormir com mal estar por dias seguidos é ruim, muitas vezes torna-se muito difícil caminhar, comer, levantar do sofá, mas se eu ficar sentado só vai piorar minha situação e ficará claro para todos que estou me entregando. Não é para mostrar minha força para os outros, mas para mim mesmo, vencer uma batalha a cada dia, mais do que matar um leão por dia, esta tem sido minha luta diária, muitos dias bons, alguns ruins, mas sempre com muita fé e confiança.
Vamos que vamos e em breve poderei gravar um vídeo com alguns acordes, espero que não desafinados como os que toquei hoje enquanto treinava.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

O reinício das sessões e as mensagens cifradas

Reiniciamos as sessões em abril, o mesmo desconforto de sempre, muita fadiga, mal-estar, descontrole intestinal, e a batalha para não perder o peso.
No meio da primeira sessão fomos à Abadiânia, uma experiência incrível que vale muito a pena ir conhecer e encontrar a paz.
Mas as sessões são o indicativo de que a doença continua, firme e forte no organismo, tanto é que o índice CA subiu novamente atingindo 450, porém em minha mente e espírito tenho fé nos desígnios que me foram dados e sigo em frente confiante.
Na semana passada lançamos o livro A Guerra que não escolhemos, Família contra o câncer (www.institutomemoria.com.br), em uma noite tipicamente curitibana, gelada, porém com um grande calor dos nossos amigos, muitos destes que não via há  muitos anos, e que foram nos prestigiar. Além de uma obra que pretende ajudar pessoas com a doença, um orgulho muito grande de ter a Carol minha filha como autora.
E nesta noite conhecemos uma pessoa que também sofre do mesmo mal, porém na garganta. Ele me passou sua situação, não consegue comer nada sólido, pois não saliva, usa prótese, e está sofrendo muito fisicamente com o mal.
Quando chegamos na clínica para a sessão conhecemos uma senhora, e o que me chamou a atenção foi a estrutura física dela, muito magra, e eu ouvi que pesava 48 quilos, e puxando conversa soubemos que teve câncer na cabeça do pâncreas, só que operou 12 vezes, o índice CA dela está em 6.000, e estava lá firme, porém com muitos sintomas piores do que os meus.
Não conseguia sentir o cheiro (e realmente é forte) da medicação quando injetada no cateter, tem indisposição constante, sente muito mais os efeitos do tratamento.
Pela manha recebi uma ligação de um grande amigo, que conheci na década de 80, e que me relatou que estava indo ao hospital para a retirada de um rim, após a descoberta da doença.
Isto me fez refletir mais uma vez, e me sinto muito grato a Deus pela oportunidade de estar escrevendo, de estar vivo, de estar com meus amados, e ainda mais se comparar com alguns dos casos da doença me sinto abençoado, e muito feliz por isto tudo o que está acontecendo.
Não é fácil passar mal, e difícil sentir fadiga, mal-estar, mas é muito melhor sentir a vida fluindo em minhas veias, meu coração batendo forte, mesmo com a agressão recebida pela medicação, mas com o espirito leve e com muita confiança no que vem a seguir, seja lá o que for.
Fé resiliência e perseverança isto me move, o amor das pessoas que cuidam de mim, e que lembram de mim.
Muito obrigado meu Deus e a todos os que me acompanham, que Deus os abencoe.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

A sensação de cura!

Logo depois de receber a notícia da doença um grande amigo ligou e me falou sobre Abadiânia e o Médium João de Deus.
Estava no início do tratamento, e com as cirurgias, quimioterapia, radioterapia e outras terapias acabei deixando de lado a questão de Abadiânia.
Este ano voltei a ouvir sobre as curas em Abadiânia, e,graças à minha cunhada Ana, tivemos o incentivo que faltava para ir.
Chegamos em Brasília na terça feira início da tarde, pegamos o carro e fomos à Abadiânia que fica a 115 km.
Estrada boa, bem conservada, pista dupla em todo o trajeto, e saída fácil do aeroporto de Brasília.
A cidade é muito simples, de um lado da estrada, a direita de quem vem de Brasília no sentido Goiânia, fica a Abadiânia espiritualista, uma rua apenas, o asfalto chega a Casa Dom Inácio e logo depois vira uma estrada de chão. Clima muito seco, muita poeira no ar, mas ao passar em frente, à nossa esquerda, na Casa Dom Inácio vemos uma construção grande, toda em branco e azul bem cuidada, com muita gente circulando já na terça feira.
Locamos um “estúdio” um imóvel de aproximadamente 30 m2 com uma copa cozinha, quarto, banheiro e sala, anexo a uma das casas de um condomínio fechado.
Instalações confortáveis mas espartanas, sem televisão, rádio, mas um chuveiro quente muito bom, telas em todas as janelas, uma varanda enorme com redes espreguiçadeira e seguro.
Na quarta feira cedo fomos à Casa Dom Inácio.  Chegamos às 7:00h tomamos um café na lanchonete da casa e fomos aguardar o atendimento.
Chegando na casa, passamos o portão à esquerda fica a lanchonete, e à direita a entrada para os salões.
Entrando nesta grande construção logo a esquerda fica a recepção, ao lado a farmácia e acessa-se o pátio que tem cadeiras de auditório e bancos onde se acomodam cerca de 120 pessoas, em frente ao salão principal. À direita fica o salão principal com cerca de 400 lugares sentados, cadeiras de auditório e nas laterais bancos de cimento.
À esquerda fica um pequeno palco com o triângulo onde são depositadas as fotos de pessoas que não puderam vir, os nomes de pessoas que precisam de ajuda e pedidos dos peregrinos ali presentes.
Ao lado do palco a entrada das salas onde as pessoas são atendidas individualmente, são três salas onde ficam as “correntes” bancos onde vários voluntários sentam-se e ficam concentrados auxiliando as entidades a se conectar com os médiuns, fazendo a ligação entre o natural e o sobrenatural, e Deus.
São três salas de corrente onde ficam cerca de 200 pessoas.

      
São três possibilidades de atendimento, os que irão para a fila da primeira vez (nosso caso) os que irão para a fila da revisão, e os que vão para a fila da segunda vez.
Não existe uma ordem específica, assim a entidade pode chamar a fila da primeira vez, depois a da segunda vez, mas sem uma ordem específica.

Dentro da sala de atendimento passa-se pela primeira sala de corrente, logo à esquerda ficam mais pessoas em corrente e à esquerda encostadas nas paredes diversos médiuns incorporados e à frente o Médium João sentado em uma poltrona atendendo TODAS as pessoas.
As entidades que estão ali presentes fazem parte do que se denomina a Falange de Dom Inácio, muitos médicos uma enfermeira e o Próprio Rei Salomão.
São estas as entidades que trabalham na casa Dom Inácio;
• Rei Salomão
• Santo Inácio de Loyola
• São Francisco Xavier
• Dr. Bezerra de Menezes
• Dr. Augusto de Andrade
• Dr. Osvaldo Cruz
• Dr. Jose Valdivino
• Dr. André Luiz
• Irma Sheila (enfermeira)
• Eurípedes Barsanulfo
• Francisco Candido Xavier
• Emmanuel

Estava muito cansado e fraco, com o calor não conseguia ficar em pé, e a Ana conseguiu uma cadeira de rodas para aguardar nossa vez.
Por volta de 10:00h o Médium veio ao palco, e atendeu um senhor, tirando dos olhos dele algo com uma faca, sem anestesia, sem dor e este senhor saiu andando do palco.

Entrou e as filas começaram a andar rapidamente.
Uma sensação interessante; milhares de pessoas circulam nos ambientes, guardando o silêncio, e sem pressa, sem empurra empurra, existe uma aura de calma no ar, de paz e ajuda mútua.

Momento mágico # 1:
Enquanto aguardava senti uma movimentação nas minhas entranhas, como se estivesse sendo manipulado internamente, no estomago, pâncreas, fígado, cheguei a sentir mal-estar, embrulhar o estômago diversas vezes, e aos poucos começou a passar e melhorar.
Chorava muito, sem nenhuma razão aparente, em períodos diversos, me aclamava e voltava a chorar durante a espera.
Por volta de 11:00h entramos, eu na cadeira de rodas atrás de mim a Bellinha e chegamos ao Médium que estava sentado em sua poltrona. Ele me olhou e disse “te vejo na intervenção as 14:00h”.
Para a Bellinha e para a Ana ele entregou uma “receita”.
A intervenção é uma cirurgia”l espírita, sem cortes sem que ninguém toque seu corpo, e a receita é a indicação da aquisição de Passiflora, um pó de maracujá em cápsulas, porém este medicamento é energizado para cada pessoa, assim cada um deve tomar o seu medicamento, não pode tomar o de outra pessoa.
Saímos do local e fomos tomar a sopa, oferecida pela casa, trata-se de uma sopa a base de abóbora, legumes e macarrão, que não é apenas um alimento, mas sim um complemento do tratamento, assim a recomendação da casa e que seja consumida todos os dias enquanto estiver em Abadiânia.
Depois fomos almoçar procurando um bom local, mas como tudo em Abadiânia é simples, fomos a um hotel que oferecia almoço, muito simples.
Voltamos à tarde por volta de 13:30 h e os atendimentos iniciam as 14:00h

Momento mágico #2:
Estávamos no salão principal muito calor e eu não sentia absolutamente nada no aparelho digestivo e estranhei esta situação.
Um pouco antes de entrar nas salas das correntes senti uma dor no ombro direito, mas não dei bola.
Passamos pelas três salas das correntes e nos dirigimos à quarta sala a da intervenção espiritual.
Ficamos concentrados por cerca de uma hora, e não senti nada no aparelho digestivo, e sim uma forte dor em determinado momento novamente no ombro direito.
Me dei conta que de tanto usar o computador eu tenho um formigamento na mão direita e dores no ombro direito omoplata etc. Estava sendo curado desta enfermidade, sem sequer ter pedido nada a este respeito.

Depois da intervenção fomos ao jardim para as instruções, quais sejam;

Não consumir por 40 dias
o Pimenta
o Álcool
o Ovo de granja
Abstinência sexual por 40 dias
Repouso absoluto por 24 horas
Sem acesso
o Televisão
o Internet
o Telefone
Retornei ao estúdio e me deitei, estava cansado, mas não com a fadiga que sempre tive da quimioterapia. Repousei a tarde toda, dormi bem à noite, e no dia seguinte fiquei na varanda pela manhã.
Compreendi o significado desta pausa, são momentos de encontro com Deus, você repensa sua vida, desliga de tudo, conecta-se com Deus e percebe sua pequenez e revê muitos de seus conceitos.
Passei o dia em repouso, cansado fisicamente mas espiritualmente em paz e revigorado.
Na sexta feira fomos pela manhã para o banho de luzes de cristal, tomamos a sopa e fomos almoçar. Estava caminhando sem a necessidade da cadeira de rodas, fraco mas confiante e recuperando as forças.

Momento mágico #3
Às sextas feiras acontece o que os voluntários chamam de “bye bye”, os peregrinos vão ate a Casa para uma benção de boa viagem uma despedida da entidade.
Chegamos as 13:30h o calor estava muito forte e comecei a passar mal, uma sensação estranha, difícil, em alguns momentos achei que iria desmaiar, mas não falei nada para a Bellinha para não preocupá-la. Aos poucos fui melhorando e por volta de 14:30 o médium entrou no salão, subiu ao palco e pediu que um jovem ficasse ao lado dele.
Perguntou se havia na platéia algum médico, que se apresentou e ficou ao lado do jovem. O médium pediu ao médico que apalpasse o jovem constatando uma hérnia e uma bola ao lado do peito esquerdo.
Logo em seguida pegou um bisturi, fez uma incisão de cerca de 2 cm no peito do jovem apertou de modo que saísse sangue por alguns instantes e pegou uma agulha cirúrgica, uma pinça e fez diversos pontos no corte. Enquanto fazia as suturas não olhava para o jovem e sim para o médico. Depois pediu ao médico que apalpasse novamente para verificar se a hérnia continuava e o tumor, sendo que o médico disse que ali não havia mais nada.
Pediu que retirasse o jovem e chamou uma moça,  pediu ao médico se deveria fazer a intervenção com ferramenta ou sem ferramenta, o médico pediu com ferramenta e o médium passou uma faca dentro do olho da moça retirando algo, sem anestesia, sem dor.
Retirada a moça ele começou a chamar a fila para entrar, pegou uma senhora que andava com uma bengala, pediu a ela para subir ao palco, tirou a bengala das mãos dela, passou as mãos pelo corpo desta e disse ”pode ir embora, e não precisa mais da bengala”.
Voltou a orientar a fila e de repente me olhou fixamente nos olhos e me chamou, eu não acreditei que era comigo, e fui, muito emocionado.
Segurei a mão esquerda do médium com minhas duas mãos, com força e ele me pergunto o que fazia, disse sou Professor, ele passou as mãos no meu lado esquerdo na altura do peito, onde tive o liquido retirado da pleura, e disse “quero te ver mais duas vezes e vou te tratar aqui agora, entre para uma intervenção”.
Entramos novamente, muito emocionados, chorando muito, desta vez caminhando com fé, e passamos pelas salas de corrente e nos dirigimos a sala da intervenção.
Esta demorou cerca de 15 minutos, saímos e recebemos as mesmas recomendações.
Estava extasiado, feliz e confiante, durante minha estada em Abadiânia tive muita tosse, talvez pelo clima seco, mas algo que não tinha antes, assim entendi que a intervenção foi feita também para esta mazela.
Voltamos ao estúdio, repouso novamente sem televisão, internet, celular e no dia seguinte voltamos a Brasília e a Curitiba.
Tem sido uma experiência incrível, magica e reconfortante, tenho muita fé no que virá e estou ansioso para voltar a Abadiânia em 60 dias.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Fé, persistência e resiliência! Ou a falta de fé!!


Depois da cirurgia para a retirada do líquido da pleura, e das notícias nada alentadoras eu havia decidido não escrever mais sobre as mazelas, as angústias e as dúvidas.
Minha determinação em continuar seguindo em frente sempre me incentivou, porém a notícia de que o liquido da pleura estava “contaminado” me levou a perder parte da fé, não Nele, mas principalmente a fé em mim mesmo. Tentava de todas as formas reunir forças e fazer o ritual de cura (a cura vem de dentro para fora), mas não conseguia, sentia minhas forças se esvaindo sem resposta do meu corpo. Uma espécie de entrega um enfraquecimento da resistência e da resiliência. Tentava todos os dias, não conseguia, não tinha ânimo e forças para seguir.
Mas aí veio a nova consulta para o reinício das sessões, o índice de CA havia aumentado, passando a 530, mas durante a consulta e casualmente a médica nos informou que o líquido NÃO apresentava células cancerígenas, pelo menos em uma quantidade que tivesse sido detectada.
Mais ainda, meus exames estavam apresentando uma situação “normal” nos parâmetros de glóbulos vermelhos, brancos, sem anemia, enfim uma avaliação dentro dos padrões de normalidade.
Estas notícias me fizeram reviver, reativar minhas forcas pude retomar minha persistência, minha resiliência e manter acesa cada vez mais a minha fé, Nele e em mim mesmo.
Não havia desistido de mim mesmo, mas lutava tenazmente para recuperar minhas forças de luta. Havíamos desistido de fazer algumas viagens, como a ida a Luzerna na Páscoa, e estava me “poupando” para o reinício das sessões, o que aconteceu e me trouxe novamente a fadiga e as sensações desagradáveis já esperadas.
Mas vamos que vamos, em frente e com força.
Fe resiliência e resistência!!!

sábado, 12 de março de 2016

2016 o reinício


Fomos ao médico que fez o procedimento para a retirada do líquido da pleura, e as notícias não foram nada animadoras.
A biópsia indicou que o líquido tem células da doença, ou seja, a doença existe porem não se instalou em nenhum órgão.
Graças ao procedimento a doença não deve se instalar no pulmão, mas se não tomarmos medidas imediatas, ou seja, quimioterapia, a doença pode se instalar em algum órgão.
Havíamos solicitado um exame o “pet scan”, não autorizada pelo plano de saúde, mas o médico disse que este exame de imagem não trará nenhum resultado prático, aliás ao contrario, irá aparecer a região afetada pela cirurgia recente.
Assim decidimos pelo reinício imediato da quimioterapia.
Decisão nada fácil, a retomada da quimioterapia significa que a guerra esta reiniciando, novas e novas batalhas pela frente, novamente fadiga, mal-estar, indisposição, enfim as mazelas da reação do organismo à forte medicação.
No início da noticia parei, não sabia se chorava, saia da sala, desmaiava, um turbilhão de emoções, e sem saber o que fazer. Os pensamentos giravam a mil, quimioterapia novamente..... Reações adversas muito bem conhecidas, mas a fé reascendeu, e tomei a decisão, vamos lá, mais uma vez. Sei o que irei enfrentar, sei que não será fácil, porém por outro lado, hoje me sinto fraco, uma fadiga diferente, uma nova sensação de fraqueza e desanimo, que me incomoda mais do que as reações da quimioterapia, assim vamos enfrentar o mal e que seja dos males o menor.
Me restabeleci, me realinhei, e disse ao médico e à Bellinha..”vamos lá”   se e o que precisamos fazer que seja feito, vamos em frente.
Não era o que todos gostaríamos, mas e o que temos para enfrentar e superar, esta é a palavra de ordem, superação, mais uma e nova batalha que só será vencida com o amor incondicional de todos nós.
Que assim seja.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O dreno


Cirurgia feita, laparoscopia, procedimento “simples” porem muito temido por mim e volto ao quarto do hospital.
Pelas palavras iniciais do médico, na consulta, eu deveria ficar com o dreno por um ou dois dias, retira-lo e ir embora.
O dreno nada mais é do que um tubo enfiado no corpo do paciente, que vai diretamente ao local afetado, no meu caso a pleura, e este tubo “drena” ou retira o líquido produzido pelo organismo, e em meu caso, a não produção de líquido e essencial para que o pulmão expanda e retome seu lugar.
Não olhei em nenhum momento o tubo pendurado, apenas sinto o dito cujo, e como sinto!!!
Porem ledo engano, passou o sábado, o domingo, a segunda feira o que me deixou angustiado, ansioso mesmo, sem uma perspectiva de retirar o dreno e a saída do hospital.
Na terça feira acordei mais angustiado ainda, me sentindo incapaz de realizar minhas atividades, com os clientes me solicitando os projetos, e eu ali “parado”. Mandei uma mensagem ao médico pedindo para sair do hospital, estava realmente me fazendo mal, e felizmente fui atendido, o médico passou no quarto instalou o tal dreno e me liberou.
Saímos do hospital por volta de 10:00h fomos direto para casa, e no caminho surgiram sensações estranhas, enjoo, mal-estar, tontura, não estava me sentindo nada bem.
Cheguei em casa muito cansado e aquele tubo incomoda demais. O local é muito sensível assim parece que tenho uma faca espetada entre as costelas, assim respirar é difícil, sentar e levantar também, andar, enfim dói sempre, só não sinto dores quando consigo dormir, e mesmo assim acordo com facilidade em função da dor.
Mas estava esperançoso considerando que estava em casa e que logo logo tiraria o “tubo”, a perspectiva era de retirar três dias depois.
Os dias passavam lentos, doloridos e com sensações estranhas, muita fadiga, perda de peso, não conseguia puxar o ar com forca, mesmo fazendo os exercícios recomendados pelo fisioterapeuta.
Aos poucos fui melhorando, lentamente, o mal-estar foi passando chegando no terceiro dia a digamos 70% de minha condição boa.
Tomo medicamentos para dor e infecção em horários muito absurdos, de madrugada a 1:00h, as 3:00h e em uma destas ocasiões, no escuro, não queria incomodar a Bellinha acabei derrubando o copo de água, esparramando pelo quarto, criado mudo, gavetas, enfim uma bagunça só.
Mas finalmente chegou o dia em que iria ao médico retirar o dreno, fui animado, e ao chegarmos lá o medico examinou, olhou, olhou, pôs a mão no queixo e deu sua sentença; “está quase bom.......”
O chão fugiu dos meus pés, estava preparado para retirar o tubo e ir embora sem dor, mas como o organismo ainda está produzindo líquido o médico recomendou passar o final de semana com meu “cachorrinho” e na segunda pela manhã retirar o mesmo.
Me acalmei, respirei fundo, pensei na vida, e decidi enfrentar mais este desafio, um fim de semana com dores, com o tubo pendurado, enfim mais um desafio a enfrentar.
Espero não derrubar nenhum copo até a retirada do tubo e espero retirar esse treco na segunda feira, com consulta marcada para as 8:00h.
Vamos em frente sempre!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Fazer do limão uma limonada ou enxergar (e não apenas ver) o copo meio cheio.


Estou internado há dois dias, mas a ideia inicial era de ser internado e no dia seguinte ser operado,  porém a cirurgia só vai acontecer daqui a mais dois dias.
Ficar em um hospital, sentindo-se bem fisicamente, mentalmente e espiritualmente torna-se uma tarefa árdua. O espaço do quarto é pequeno, os corredores da ala onde estou são relativamente curtos, cerca de 60 metros para cada lado, e só tem acesso aos quartos dos demais pacientes, que obviamente estão sempre fechados.
Dos 22 apartamentos 12 tem mães e recém nascidos, assim e felizmente, o clima é de alegria pela chegada dos novos habitantes.
Benicio (adorei o nome), João Paulo, Liv, Sara, entre outras fazem as alegrias de suas famílias, que estão em peso no hospital.
Assim minha rotina tem sido, fazer exames (duas vezes raio X) tomografia, exames de sangue e ficar no quarto com a Bellinha assistindo TV, e colocando em dia as atividades do doutorado.
As refeições são servidas em horários no mínimo curiosos, café da manhã as 7:30, almoço até 11:30, jantar até 17:30, um chá de gosto duvidoso as 14:00hs, assim até esta rotina, completamente diferente de nossos hábitos traz mudanças em nosso dia a dia.
Meu traje aqui é o pijama,  e estou com os pijamas antigos da época que pesava 60kg a mais assim minha figura caminhando pelos corredores deve ser no mínimo digamos “estranha”.
Com tudo isto eu só posso agradecer de estar em um hospital, me sentindo bem e aguardando o momento com muita paciência e tranquilidade.
Para amenizar os efeitos da espera, brinquei com a Bellinha hoje ela manhã que todas as crianças do meu andar tinham placas com seus nomes, e de imediato pedi a Toia (brincando é claro) que ela poderia fazer uma placa para mim.
Não deu outra a Bellinha comprou a placa aqui na maternidade do hospital e pendurou na porta.
Logo em seguida um dos médicos da equipe que vai me operar veio ao nosso quarto checar se era verdade a tal placa, em seguida uma das enfermeiras veio conferir, assim como a irmã que atende este andar e outra enfermeira.
Transformamos nosso limão em uma limonada, conseguimos enxergar um copo com condições de receber mais líquidos, superamos a fase de entedia mento com alegria.
Assim entendo que devemos agir em nosso dia a dia, enxergar as coisas pelo seu lado positivo e mais do que isto agir de forma positiva.
Vamos que vamos!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Ressonância. ..


Depois da consulta fomos retomar os exames, principalmente os de imagem.
Aí começaram os problemas. Uma ressonância magnética, que é algo simples, para pessoas como eu, com claustrofobia, se torna uma tortura.
Chegamos à clinica bem cedo e ao conversar com a Bellinha sobre o exame ela me falou que era a ressonância. Discuti muito com ela, eu tinha entendido que era tomografia, e não a famigerada ressonância.
Mesmo assim tentei, fiz a preparação, coloquei o “pijama” padrão da clinica e lá fui eu.
Tentei me controlar e muito, mas ao ser inserido no túnel simplesmente entrei em pânico mesmo com um buscopan na veia, suava frio, batia forte o coração, não consegui ficar na maca nem dois minutos. Na preparação é disponibilizada ao paciente uma campainha para chamar os atendentes, e foi o que fiz de imediato.
Não conseguia respirar, tinha falta de ar, estava tonto, demorei a recuperar, nem consegui dirigir até em casa, a Bellinha assumiu a boleia.
Chegamos a casa e conseguimos marcar a tal ressonância em uma máquina aberta, que na verdade não é tão aberta assim, mas o paciente dentro do túnel enxerga a saída do outro lado o teto, e o paciente não fica com o nariz grudado no teto do túnel, como na outra máquina.
O exame demora cerca de 30 minutos e o paciente é “fotografado” em diversos ângulos, assim o aparelho vai e volta ao longo do seu corpo, e a cada parada emite sons altos, batidas fortes parecendo metal batendo em metal, diversos sons parecidos com “sinos” e o paciente deve prender a respiração a cada fotografia.
Estava calmo e sereno, dentro do túnel, aproveitando o tempo para orar, pensar na vida, na situação atual e no que poderá acontecer.
Este exame foi pedido para verificar o problema no fígado, que pode ser gordura no órgão, e oramos muito para que não seja um novo foco da doença.
Vamos aguardar o resultado e ver o que irá acontecer.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Novos procedimentos


Fomos confiantes para a consulta, com o índice CA menor do que na última aferição, com o resultado do raio X mostrando que (pelo menos na nossa visão) não havia aumentado o volume de líquido na pleura, e eu me sentindo melhor fisicamente, redução da fadiga, estava todo serelepe e feliz.
Começamos a consulta e a médica olhava os exames com uma cara de quem comeu e não gostou. Fiquei preocupado, após analisar os exames nos passou que o líquido na pleura está tomando 50% da área próxima ao pulmão esquerdo, e alguns resultados dos exames de sangue apontavam um possível problema no fígado, coisa nova em todo o processo.
Com relação ao líquido faremos um procedimento cirúrgico injetando um pó na pleura de modo a irritá-la para que não produza mais líquidos. Será uma semana de internação, centro cirúrgico, e o medico será indicado pelo Dr. Marciano, será um cirurgião cardiovascular especialista nesta área.
Já com relação ao fígado farei uma tomografia para detalhar os órgãos internos e ver o problema.
Neste momento minha felicidade se exauriu, fiquei preocupado com o que há de vir, sinceramente não esperava um quadro tão ruim, novos problemas, nova cirurgia, mais um período de hospital, e principalmente novas notícias não auspiciosas, demonstrando a possibilidade de novos problemas e não de uma recuperação.
Fisicamente estou me sentindo mais fortalecido, graças a não ter que fazer quimioterapia, apesar de sentir dificuldades de caminhar, fazer qualquer atividade física por conta do líquido acumulado.
Me preocupa o fato de surgirem novos problemas e pelo fato de ter uma expectativa de melhora e não de piora, estava mais confiante.
Não perdi as esperanças, mas senti um esfriamento em mim mesmo, principalmente pelo fato de ter de enfrentar uma nova internação e um período de uma semana de hospital.
Mas vamos que vamos, com fé determinação e coragem, mesmo sem o entusiasmo de antes tenho convicção da melhora e do que há de vir, seja o que for.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Nova queda do índice CA, novas esperanças;


Existem muitas formas de se encarar a vida. Se olharmos para um copo preenchido com a metade de qualquer liquido podemos enxergar que falta metade para ser preenchido ou que metade foi consumida. Se olharmos com a visão de que metade foi consumida e resta apenas a outra metade, estamos sendo pessimistas, entretanto se olharmos com a visão de que existe espaço para mais uma metade estaremos sendo otimistas, ou talvez realistas.
Eu me mantenho sempre sereno, com fé no que virá, seja o que vier saberei enfrentar, assim sempre olho para o copo considerando que tenho muito o que fazer, mas atento e sereno em relação ao meu destino.
Fiz esta introdução para falar da queda do índice CA, exatos um mês e meio sem quimioterapia o índice reduziu para 121. Era 157, no penúltimo exame estava em 370, e já esteve em 1500. Longe ainda de atingir o índice ideal de 33, porém uma redução considerável, principalmente levando-se em conta que não estou tomando nenhum medicamento químico para o combate a doença.
Desde o início tenho mantido a calma e a tranquilidade com fé e muita resignação, aceitei esta situação e procurei desde o início me adaptar a esta nova e dura realidade, pedindo sempre pela cura total do mal.
Não sei se é o que eu desejo que irá acontecer, depende da vontade de Deus, mas tenho feito minha parte, que é cumprir as determinações médicas, aceitar as terapias alternativas que estou sendo submetido, sempre com fé e confiança e talvez e principalmente alegria. Alegria mesmo quando tive que tomar o tal “suplemento” uma mistura horrorosa de um pó com gosto horrível, que hoje, graças a Deus, foi substituído pela manga com mel, de sabor agradável e muito aceitável.
Mesmo as tais gotas que tomo hoje, de sabor indescritível (ruim) são engolidas com cara boa (pelo menos na minha aparência pessoal), fazem parte do meu dia a dia.
Talvez por isto tenho conseguido me manter, seguindo o que a Bellinha e a Carol (principalmente) me fazem tomar, mas sempre com garra, determinação e fé.
Se fosse responder “o que me fez chegar ate aqui” eu diria, TUDO, a fé em primeiro lugar, a determinação ou talvez a obstinação, a capacidade de ser resiliente, e o suporte das pessoas amadas.
Por isto a calma, a tranquilidade e a aceitação de uma condição que não é a das melhores, mas é a melhor condição que tenho hoje, e sempre pensando que amanhã será melhor, que o próximo dia será melhor ainda, mesmo que não seja, como ocorreu diversas vezes. Enquanto escrevo estas linhas me sinto mais fraco, tive tonturas pela manhã, sentia que o chão fugia dos pés, mas este não era um motivo para não manifestar minha alegria pelo resultado tão favorável da redução do índice CA, afinal sempre haverá espaço para um copo meio vazio.
Fé determinação e resiliência assim vou levando a vida.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A nova consulta


Com os resultados dos exames onde o índice de CA havia caído para 157, (era 360+-) e com o resultado de que o líquido na pleura não é maligno, fomos consultar nossa médica, com a esperança renovada, uma sensação de otimismo e tranquilidade que há muito tempo não tinha.
A médica examinou os resultados dos exames, reanalisou, olhou-me com uma cara pensativa e disse;
“Estudei muito seu caso, procurei na literatura casos como o seu para tomar algumas decisões, porém não existe uma literatura com uma situação como a sua”
Existem dois lados desta moeda, o lado positivo é que este é um caso raro na medicina, um verdadeiro sobrevivente, pois na grande maioria dos casos o resultado é o óbito.
A doença se instala no pâncreas e ao longo do tempo as famosas reincidivas ocorrem, a doença se instala nos pulmões, no fígado, no intestino, ou em outros órgãos e que levam à morte.
O lado negativo é que a grande maioria dos pacientes com este tipo de doença não conseguem superá-la, e acabam indo a óbito.
Ficamos discutindo as possibilidades, se reiniciávamos a quimioterapia, e se fosse o caso, que tipo de quimioterapia, uma vez que não existem sinais de doença instalada, ou aguardaríamos um período para ver a evolução dos índices e do líquido na pleura.
Tomei a iniciativa e pedi à médica que me poupasse de novas sessões de quimioterapia, pois me sinto muito debilitado, cansado fisicamente e mentalmente, passei o Natal com extrema fadiga, e mesmo depois de um mês ainda sinto e muito o efeitos da agressão medicamentosa da quimio.
Felizmente ela concordou e vamos aguardar até o inicio de fevereiro para tomar novas decisões, neste meio tempo vamos fazer exames de imagem e sangue para acompanhar a evolução ou a esperada involução do índice de CA e do líquido na pleura.
Mais uma vez ou talvez como sempre sigo confiante, em paz e tranquilo, não necessariamente considerando a cura total, sendo esta a esperança maior, mas principalmente em paz pelo que há de vir, seja o que for, sei que será pelo melhor.
Sinto-me menos cansado, mais fortalecido física e espiritualmente, principalmente em paz sendo acompanhado de perto pela família e principalmente pela Bellinha que cuida de mim diuturnamente, mas tenho conseguido escapar deixando ela no litoral e vindo trabalhar durante a semana. Esta é uma forma de me manter ativo e independente, preciso dela e de todos sim, com certeza, mas preciso também me ajudar, me recuperar, agir e me manter ativo, ou ainda “positivo e operante”.
Assim seguimos até a próxima consulta com os novos resultados, com fé e esperança sempre.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A fé inabalável


Desde o início do tratamento sempre mantive uma postura de calma e tranquilidade.
Sabia e sei da gravidade da situação, só não sabia que teria no máximo 06 meses de sobrevida em maio de 2014, mas tinha plena consciência de que a situação era muito grave, tanto é que ao ir para a primeira cirurgia deixei registrado o que fazer em relação a seguros de vida, situação financeira etc, para meu filho, por ele ser mais racional e menos emocional do que minha filha.
Sempre pedi e peço a Deus pelo melhor, seja este melhor o que for, que seja feita a Sua vontade, e me resignarei a ela.
Pois bem, um ano e 9 meses depois estou aqui, superando cada obstáculo penosamente, degrau a degrau, e talvez o mais recente degrau tenha sido o mais difícil.
Estou com liquido na pleura, e este liquido acumulou tendo sido necessário retirar parte dele em um procedimento denominado punção.
O procedimento em si foi simples, rápido e quase indolor, porém o principal foi a espera do resultado da biópsia, longos e muito longos 15 dias para saber se este líquido era cancerígeno ou não.
Caso fosse reiniciaríamos o tratamento de quimioterapia forte, atacando esta nova frente, mas sinceramente na minha visão com poucas chances de sucesso. Uma amiga nossa em Londrina começou um processo de formação de líquido nos pulmões e seis meses depois nos deixou.
Angústia que não podia estampar no rosto, por conta de todos que estavam e estão orando  e torcendo por mim, assim vivi estes 15 dias penosos e longos angustiado.
Finalmente chegou o resultado, “NEGATIVO PARA MALIGNIDADE” o que significa que o liquido não possui células cancerígenas, e pode ter sido uma defesa do organismo para proteger o coração e pulmões, assim como ocorreu com meu irmão americano Mark.
Estamos indo para a consulta hoje ainda para saber os próximos passos, estou há  mais de 15 dias sem quimioterapia, mas o organismo se ressente do processo, muita fadiga, pouca vontade de agir, pensamentos embaralhados, falta de concentração, muito menor condição física e mental, mas com uma vontade de viver enorme.
Vamos ver o que nos aguarda, com fé e confiança, e principalmente serenidade.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Uma batalha vencida.


Estou a 10 dias sem quimioterapia, estava me sentindo fraco, debilitado, sem forças para qualquer atividade. Fomos passar o Natal em Luzerna com cunhadas e cunhados, sobrinhos e nossa netinha adotada.
Foram dias muito feliz, mas pouco pude fazer, não conseguia participar ativamente das conversas,  dos causos, nem tinha forças para visitar os parentes, mesmo com uma distância muito curta entre as casas.
Nem ao menos fui na barbearia do Kiko, o que era um de meus planos.
Retornamos no domingo, extenuado, demorei para recuperar, e na terça feira fui colher sangue para os exames.
Índice de câncer no sangue, glóbulos brancos, vermelhos, etc.
A tarde eu sabia que os resultados estariam prontos, mas confesso que desde a semana passada estava ansioso pelos resultados.
Pedi muito a Deus que fosse feita a Sua vontade, seja esta qual fosse, eu iria aceitar e acredito no melhor, seja esta melhor o agravamento da doença.
Meu destino está traçado por Ele assim so posso seguir o que fosse acontecer.
Os resultados vieram, a impressão das 3 ou 4 folhas demorou uma eternidade e esperei a impressão para a leitura.
Só me lembro de ver o resultado do CÁ, 135,7 reduzindo 50% do último exame, longe ainda do normal que é de 35.
Não sei s demais resultados mas segundo a Bellinha estão todos normais.
Chorei copiosamente, sozinho no início e ao chamá-la acabei assustando pela forma como gritei de alegria anunciando o índice.
Não vencemos a guerra, ainda, mas mais uma batalha foi vencida, graças a Deus e Maria.
Vamos em frente com mais fé e coragem.