quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Nova vida que está por vir!!!!


Dia 10 de novembro é o dia de uma nova vida que recomeçará, com a cirurgia marcada para esta data estou preparado para todas as possibilidades.
Claro que acredito fielmente no sucesso da cirurgia e na breve recuperação, porém o sentimento de enfrentar esta situação é difícil, pensar que existem possibilidades de insucesso leva a uma reflexão maior, complexa, porém quase que tranquila.
Acredito que Deus e Maria me darão esta nova chance este renascimento.
Com certeza não será fácil, só em pensar ficar na UTI por dois ou mais dias me incomoda, visitei meu pai muitas vezes na UTI e imagino o que é ficar dias sem poder fazer nada, sem caminhar, interagir com as pessoas amadas, sem receber o carinho delas, aguardando um fortalecimento lento e possivelmente doloroso e penoso será uma prova difícil.
Estou acostumado a ver meus emails a cada 10 minutos, e com a retomada das atividades para 2015 já estou conectado com mais de uma empresa, trabalhando em alguns projetos agora mesmo, além do dia a dia.
Mas como disse estou preparado, tomei algumas atitudes importantes para o bem estar da Bellinha e esta semana que entra será a decisiva para deixar tudo em ordem.
O que me desvia o pensamento é a festa de casamento da Carol, a expectativa da família chegando, a cerimônia, os preparativos finais mesmo que esteja tudo pronto, me desvia o pensamento, focando apenas na felicidade dela e de todos nós que estamos muito felizes com esta nova etapa da vida dela, mesmo que o Marcos esteja levando embora de vez a minha filhinha.
Vamos em frente com muita fé e esperança na crença que Deus e Maria me proporcionarão  envelhecer ao lado da Bellinha , de meus filhos amados e de todas as pessoas familiares ou não que estão conosco nesta caminhada.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

A DECISÃO

Após todas as idas e vindas fomos ao médico cirurgião para definirmos a cirurgia. Comitiva esperança pronta lá fomos nós Bellinha, Carol e eu. São três médicos que estão cuidando do meu caso, o Dr. Esdras oncologista clínico e cirurgião gastro, a Dra. Mônica, oncologista clínica responsável pela quimioterapia e o Dr. Marciano, o cirurgião. O Dr. Esdras e a Dra. Monica sugeriram fortemente que a cirurgia seja feita em São Paulo. Argumenta o Dr que lá os médicos operam este tipo de problema constantemente, assim possíveis intercorrências seriam superadas pela experiência dos médicos. A Dra. Mônica não entrou muito em detalhes, pedindo que falássemos com o Dr. Esdras. O Dr. Esdras apresentou seus argumentos e fomos discutir o caso com o Dr. Marciano, que já foi responsável pela minha primeira cirurgia. No início da conversa Dr. Marciano falou que a cirurgia poderia ser feita em São Paulo, porém la a “grife” do Sírio Libanês, por exemplo não significa que não teríamos problemas na cirurgia, e em havendo os procedimentos seriam os mesmos adotados aqui. Citou o exemplo de um paciente que fez a cirurgia em São Paulo teve problemas e ficou na UTI por 30 dias e a conta foi de R$ 250.000,00. Assim uma cirurgia feita em São Paulo, Nova York, Londres ou outro lugar do mundo não isentaria o paciente de eventuais problemas e as soluções a serem adotadas serão as mesmas adotadas aqui. Demonstrou estar chateado com os colegas que insistem na condição de irmos a São Paulo para a cirurgia. Argumentei com ele que desde o inicio eu tive muita empatia por ele e principalmente, muita confiança na condução da primeira cirurgia quando ele não conseguiu acesso ao tumor já que o mesmo estava entre uma veia e uma artéria. Perguntei a ele sobre a cirurgia, como será feita, os riscos as conseqüências etc. O procedimento é o seguinte; aberto o abdômen será feita uma avaliação do possível enraizamento do tumor, caso esteja enraizado no estômago, intestino na cirurgia serão retiradas partes destes órgãos, caso o tumor esteja apenas na veia (que é o que esperamos), será feito um corte em duas partes da veia, onde o tumor está localizado, e a veia será religada. Se possível após o corte ligam-se as pontas soltas e fecha-se o abdômen. Não sendo possível ligar as pontas soltas pela distância será retirada parte de uma veia do fêmur ou jugular para a ligação. Primeira pergunta a veia traz sangue bombeado pelo coração, quanto tempo pode ficar sem esta irrigação nos organismo? De acordo com o médico até 15 minutos. Qual o risco de morte na cirurgia? Segundo medico, mínimo, e após a cirurgia? Pode haver intercorrências, hemorragias, se for colocada uma prótese a rejeição, o deslocamento da prótese, infecções entre outros. Impossível prever as chances de problemas, porém podem ocorrer. Discutimos ainda a situação interna entre os médicos e o Dr. Marciano irá falar com os demais para acertar estas diferenças entre eles sem a nossa participação. A mim pareceu um certo ciúme entre os médicos porque meu caso parece ser algo a ser estudado, um paciente que iniciou o tratamento com um índice CA de 1500 e passar a 0,85 acima do máximo possível ou seja 33,85 é um caso raro e neste momento todos querem a glória de ter “curado” um paciente que estava literalmente condenado. Não estou completamente curado, sei disto, preciso da cirurgia, mas tenho muita fé que tudo correrá bem e sairei desta com vida e saúde. Meu maior temor era de não sair da mesa de cirurgia vivo, e estas palavras do médico me confortaram e acalmaram. Após quase uma hora de consulta decidimos por fazer em Curitiba, e saí de lá mais tranquilo e calmo. Confiante sim sempre, confio em Deus e Maria, agradeço todos os dias pela saúde que tenho, mesmo debilitado, não tive problemas como os demais pacientes que vejo saindo da quimioterapia, abalados, acabados, e eu tive uma vida praticamente normal após a primeira sessão de quimioterapia. Como diz o Marco Antonio, graças a herança genética “highlander” já que meu pai e meu avô tiveram saúde dentro de uma certa razoabilidade após os 80 anos, esta herança genética é que me possibilitou enfrentar e superar a agressão das sessões de quimioterapia. Sinto-me pronto para enfrentar a cirurgia com muita fé que volto dela para superar mais desafios sendo o principal VIVER.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

As perspectivas e os planos para o futuro

Fomos à consulta com nosso médico clínico oncologista, Dr Esdras, o primeiro que nos atendeu no inicio do tratamento. A consulta foi “seca” ele viu os resultados dos exames, não fez grandes considerações, apenas discutiu a possibilidade de a cirurgia ser feita em São Paulo. Ponderou que lá ele conhece toda a equipe, que os médicos operam dezenas de casos como o meu por mês, assim tem uma condição “técnica” melhor do que a do cirurgião de Curitiba. Nos passou os dados do hospital, valores aproximados e sugeriu que a cirurgia fosse feita em São Paulo. Francamente me assustei e bastante, não percebi nele o entusiasmo pela evolução do processo, a queda nos indicadores, a falta de metabolismo no tumor, enfim, uma batalha que a mim parecia ganha acabou sendo uma batalha próxima do empate. Durante a semana ainda tive outra notícia que me chocou, o medico cirurgião chamou a Maria Ângela após a cirurgia (aquela primeira, em maio) dizendo a ela que eu teria mais seis meses de vida, porem a fé inabalável dela, junto com as orações e apoio de todos nos proporcionou o milagre da cura, pelo menos parcial até aqui. Mas meus sentidos ficaram abalados de fato, não conseguimos vender os terrenos ainda, e se eu não sobreviver, como fica a Bellinha? Como devo proceder com a sobrevivência dela? Pensei e tenho um plano “B” que estou executando, porem não foi apenas esta situação que me preocupou, e sim a possibilidade de não sobreviver à cirurgia. Minha fé foi testada neste momento, parei e pedi muito a Deus e Maria que me dessem a oportunidade de envelhecer ao lado da minha amada, que eu tenha a possibilidade de ver meus netos crescerem, de poder ver meus filhos ficarem maduros, mas depende Dele assim deixei nas mãos de Deus e Maria este meu pedido. Aos poucos fui absorvendo o impacto de toda a situação e me refortalecendo na fé, agarrado na possibilidade de continuar vivendo, e tenho fé em Deus e Maria que irei seguir adiante ao lado das pessoas queridas. Confesso que fiquei abalado por alguns dias, a fadiga veio com forca novamente, talvez até pela parte psicológica me senti fraco e perdido alguns dias, sem comentar com ninguém pois esta situação depende apenas de mim, em acreditar e me fortalecer. Durante a semana fiz a ressonância, dopado uma vez que tenho claustrofobia, e o jejum de 8 horas acabou me debilitando, perdi dois quilos naquele dia, tinha muita sede, e ao voltar para casa a noite estava sem apetite. Na noite seguinte tive muitas cólicas e um pouco de diarréia, porém recuperei o peso, mesmo ingerindo alimentos sem gosto nenhum, mas fazia as refeições pensando na melhora e na fortificação para mais esta etapa que será a segunda cirurgia. Amanhã vamos ao medico cirurgião para a consulta na qual iremos decidir pela cirurgia aqui ou em São Paulo, porém estou com meus planos prontos para 2015, no dia anterior participei de três reuniões, definindo a estratégia de trabalho para o próximo ano, acertei duas consultorias e a continuidade na empresa onde estou hoje, também já havia aceitado o convite para a primeira turma de pós graduação para 2015, e estabeleci uma meta de trabalho e de vida para o ano que vem. Claro que a fadiga veio muito mais forte à noite e no dia seguinte, resultado do esforço feito no dia anterior, coisa que eu sabia que iria acontecer, mas assim mesmo fiz questão de preparar o ano de 2015, na esperança que venha e seja desta forma. Que Deus e Maria me permitam continuar fazendo meu trabalho, dividindo o pouco conhecimento que tenho nas aulas, nas consultorias e no meu trabalho, e me permitam viver com minha amada família. Amém.

P.S: mamãe cabeçuda, ele REALMENTE não precisava saber daquele prognóstico de tempos atrás. Mas graças a Deus este prognóstico é PASSADO!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Resultados da 7ª sessão - prontos para a cirurgia

As notícias após a 7ª sessão; Fomos à consulta para a ultima sessão de quimioterapia, os resultados dos exames foram excelentes, mesmo depois de aventuras que me levaram a exaustão no final de semana. Fomos a Chapecó, para o aniversário de primeiro ano da nossa querida Antônia, rever parte da família, Sandra, Ana Luisa, D. Diva, Tonico Taisa, Darico, Tânia, Fernando e Ângela, e também uma agenda de trabalho com visitas a empresas da região. Fomos no sábado, revezando o trajeto entre três motoristas, eu Tim e Marcos. Domingo fomos à festa e depois fui buscar o sócio que chegou de São Paulo. Na segunda pela manhã fui a primeira visita, só não sabia que seria a 100km de Chapecó, e a tarde fomos a outro compromisso em Concórdia a mais 100 km de Chapecó. Ao final do dia estava realmente esgotado. Imaginei que com uma noite de sono recuperaria as energias para poder continuar a agenda na terça, mas não foi possível, fui apenas à primeira visita e depois voltamos a Curitiba. Na volta a Bellinha passou mal mas conseguimos chegar depois de 7 horas de viagem. Com tudo isto imaginei que nem iria fazer a 8ª sessão de quimioterapia, mas felizmente a Dra. Monica autorizou a sessão. O tumor reduziu de tamanho e principalmente não apresenta metabolismo, ou seja, está ressecado, sem vida, isto mesmo, seco. O exame também aponta algo entre o fígado e o pâncreas de 1 milímetro, uma vez que o exame que fizemos o “pet scan” é feito com um contraste radioativo que “ilumina” nas imagens pontos de luz onde podem existir pontos de câncer. O procedimento é a retirada deste ponto e enviar para análise de laboratório. Mesmo tendo alguma possibilidade de câncer pode ser tratado com uma quimioterapia leve e radioterapia localizada. Na consulta porém a Dra. Monica sugeriu que a cirurgia seja feita em São Paulo e não aqui, perguntamos o porque e ela nos disse que São Paulo é o centro com maiores recursos e condições de tratar este tipo de problema. Já havíamos conversado com o medico que fez a cirurgia, ele nos afirmou que de fato é uma cirurgia grande, que pode chegar a 10 horas, apresenta riscos, mas ele já fez diversas cirurgias como esta e tem a capacidade de fazê-la. Toda esta situação me leva a diversas reflexões. A primeira é que confio no Dr. Marciano que me operou. Em São Paulo serei apenas um número, enquanto aqui seria tratado por um médico muito humano, que coloca a recuperação dos seus pacientes como objetivo principal de sua vida.
Mas a principal é que agora, mais do que em nenhum outro momento, preciso fortalecer minha fé em Deus e Maria. Uma cirurgia de alto risco abala o paciente, no caso EU, mas espero que Deus me dê a oportunidade de continuar minha vida, ver meus filhos envelhecerem e poder abraçar meus netos, poder viver a velhice com a Bellinha e poder compartilhar a vida com todos aqueles a quem amo. Que Deus e Maria me protejam e ajudem nesta hora difícil da minha vida que espero seja longa. Forca coragem e muita fé.

Resultados do Pet Scan

Hoje é um dia muito feliz para nós. 
Com os resultados do Pet Scan nas mãos, a Dra. Mônica concluiu que meu pai não tem mais células cancerígenas em seu pâncreas.
O exame apontou que a massa que ainda lá existe não possui mais malignidade.
Sim, é um milagre!
Deus está nos devolvendo a vida do meu pai Sergio Centa. Graças a Deus e às orações dos nossos amigos queridos nós podemos começar a respirar de novo.
Respirar a certeza de que Deus é bom e misericordioso e que Ele tocou o corpo do mais maravilhoso dos homens, aquele que mais merecia este momento feliz de cura e libertação.
Este é um ano especial que misturou momentos de extrema felicidade com a mais profunda agonia. Foi um ano de libertação e cura interior. Momento de conhecer o real significado do amor, da fé, da vontade de viver.
Este ano foi difícil, a ponto de eu não ter certeza se eu queria acordar no dia seguinte de manhã. E daí eu olhava para o lado e via meu pai, fraco, dolorido, mas sem nunca se entregar e pensava: se ele luta, não é você que vai cair.
Foram transformações profundas. Nunca imaginei que eu iria aprender a amar minha dor. Mas ela dói tanto que chega uma hora em que você precisa fazer as pazes com ela, olhar com carinho e se permitir sofrer.
A dor me trouxe algumas bênçãos.
Eu sabia que amava meu pai. Ele sempre foi meu grande e melhor amigo, companheiro de aventuras. Desde o escorrebunda, passando pelos shows da adolescência, jogos do Coxa e passeios. Vivemos muitas alegrias juntos.
Sim eu o amava muito.
Ingênua eu, que nunca soube antes o que era amor.
Minha família se uniu na dor.
Minha mãe, que sempre foi afobada e meio dengosa, se mostrou uma mulher tão forte! Ela cresceu na minha frente numa mesa da cafeteria do hospital. Eu me senti um neném manhoso na frente daquela mulher decidida, forte e cheia de atitude.
Meu marido passou por tudo isso sendo o mais maravilhoso dos companheiros, e ali tive a certeza de ter feito a escolha certa.
Recém-casados, com menos de 2 anos de relacionamento, aprendemos a nos conhecer e nos apoiar neste momento sofrido. Nos momentos mais difíceis ele estava ali, quietinho, deixando eu chorar, me acarinhando. E sofreu também, pois nestes dois anos ele também já havia construído grande admiração e amor pelo pai. Ele esteve comigo a cada Cerco de Jericó, a cada oração, nos acompanhou a hospitais, exames, tudo o que foi preciso. Nos aproximamos ainda mais em oração e fé.
O câncer me reaproximou de meu irmão. Me fez perceber o tamanho do amor que minha cunhada tem por nós.
E o amor de Deus!
Nunca imaginei que eu iria sentir os olhos de Jesus me olhando com carinho e compaixão. Eu não tinha a menor ideia do que era fé.
A cada cerco de Jericó, a cada Ave Maria, a cada Pai Nosso, eu pude sentir a energia maravilhosa de Deus tocando nossas vidas.
Meu pai será um testemunho deste amor. A minha fé desde a adolescência em Santa Paulina, a protetora dos cancerosos, estava me preparando para esta batalha tendo minha Santa como guia.
Deus sabia que precisava de algo grandioso para fazer meu pai repensar sua vida, rever valores e valorizar sua saúde. Ele sempre cuidou de tudo e de todos mas não se permitia ser cuidado.
Foi um susto. Ainda falta uma parte da batalha.
Nossa história vai virar um livro e vamos glorificar o amor divino eternamente.
Nunca mais nossa vida será igual.
Depois daquele diagnóstico nosso mundo parou. Depois de um tempo ele volta a girar, mas nunca no mesmo eixo, nunca no mesmo ritmo.
Que Deus permita que esta experiência tão profunda faça de nós pessoas mais amorosas e altruístas.
Muito obrigada Senhor.
Este presente é o melhor que eu poderia ter.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Quase lá! Reações da PENÚLTIMA


Após a penúltima sessão de quimioterapia as notícias foram maravilhosas, pelo menos em relação ao índice de CA. Índice que indica o nível de câncer no sangue, e este que estava em 1.500 no inicio do tratamento foi reduzindo, reduzindo e gracas a Deus e Maria caiu para 75,6 nesta última medição.
Os demais exames não foram muito bons, indicando um “desgaste” do organismo em relação a quimioterapia, imunidade baixa, padrões no limite mínimo ou um pouco abaixo do mínimo.
Estes resultados eram esperados pela Dra. Mônica pelo desgaste do organismo em função da agressão da quimioterapia.
Entretanto, minhas reações foram as mais normais possíveis, sem enjôo, mal estar, apenas e como sempre a fadiga, muito forte principalmente no quarto e quinto dias após a sessão, mas reduzindo gradativamente nos dias seguintes. Tanto é que no sábado, 10 dias após a sessão fui a dois programas sensacionais com meus filhos. Pela manhã um encontro de colecionadores de BMW no autódromo de Curitiba, que o Marco faz parte, assisti algumas BM’s na pista alem de outros carros. Não consegui ficar a manhã toda, confesso, mas saí de lá perto do meio dia feliz e faceiro, apenas cansado.
O segundo programa foi assistir o AtleTIBA no Couto Pereira, na maravilhosa companhia da Carol e do Marcos. Jogo emocionante, vitória do nosso time, quer maior felicidade do que esta, excelente companhia, excelente jogo e a vitória.
Com a melhora e a reação positiva do corpo me arrisquei a voos ainda mais altos.
Enquanto escrevo estas linhas estou em Brasília para uma reunião da Comissão Assessora do MEC, reunião de dois dias cheios, e no final do primeiro dia (hoje) me sinto muito bem, sem fadiga, pelo fato de não ter feito a sessão de quimioterapia, adiada para semana que vem em função da viagem à Brasília.
Antes de viajar porém fiz um exame chato, o PET Scan, que levou 4 horas na manhã de quarta feira e à tarde embarquei para Brasília.
Tem mais,  no sábado iremos à Chapecó para o aniversário de nossa linda neta adotiva, a Antônia, e nos próximos dois dias estarei em Chapeco a trabalho, visitando clientes da Associação Comercial de Chapecó, graças a intervenção da Taisa.
Serão dois dias de trabalho pesado, mas me sinto forte e confiante, sempre com a proteção de Deus e Maria.
Com tudo isto só posso agradecer a Deus e Maria pela força que tenho, mesmo com a agressão pela quimioterapia, e as excelentes notícias da redução do tamanho do tumor e queda no CA.