Postagem escrita em 31 de maio de 2016
Ainda ressentindo os efeitos da ultima sessão, que desta vez estão mais fortes, sigo em frente. Em alguns momentos percebo que respiro estilo cachorrinho, respiração curta de boca aberta, e aí paro, procuro compensar a respiração e continuar. Em alguns momentos sinto faltar o chão, cheguei a sentir tontura algumas vezes, mas poucas vezes, e assim é.
Mas o que me fez pensar mais profundamente foi em uma consulta que tivemos com a oftalmologista, ela nos relatava que tem uma amiga com problemas de câncer também e assim como eu faz o tratamento com quimioterapia, mas leva uma vida quase que “normal” assim como eu.
Relatei para a médica meus planos, falei sobre o doutorado, conhecer os três Estados do Brasil que ainda não conheço, aulas de música e a viagem para os USA para reencontrar meus amigos da high school.
A médica comentou que devemos agir assim mesmo, planejar o futuro, mas no caso da amiga dela estes planos são de médio prazo, ou seja no máximo seis meses.
Minha visão é diferente, se planejar por um período curto (06 meses) acho que estaria limitando minha vida a este período, e não havia parado para pensar nisto mas na verdade entendo que se limitar um período ficarei restrito a ele, assim já havia tomado decisões de longo prazo, e sem data final, como foi o caso do Doutorado, das aulas de música e das viagens.
Não limitar, pensar longe, longevidade, é isto que eu espero de minha vida, e o entendimento de prazo é relativo, para uma mulher grávida seis meses é muito, já para quem está tratando um dente, por exemplo, cinco minutos são uma eternidade.
Não limito meu tempo futuro quero longevidade, seja esta quanto tempo for.
Vamos que vamos.
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