Desde o início do tratamento sempre mantive uma postura de calma e tranquilidade.
Sabia e sei da gravidade da situação, só não sabia que teria no máximo 06 meses de sobrevida em maio de 2014, mas tinha plena consciência de que a situação era muito grave, tanto é que ao ir para a primeira cirurgia deixei registrado o que fazer em relação a seguros de vida, situação financeira etc, para meu filho, por ele ser mais racional e menos emocional do que minha filha.
Sempre pedi e peço a Deus pelo melhor, seja este melhor o que for, que seja feita a Sua vontade, e me resignarei a ela.
Pois bem, um ano e 9 meses depois estou aqui, superando cada obstáculo penosamente, degrau a degrau, e talvez o mais recente degrau tenha sido o mais difícil.
Estou com liquido na pleura, e este liquido acumulou tendo sido necessário retirar parte dele em um procedimento denominado punção.
O procedimento em si foi simples, rápido e quase indolor, porém o principal foi a espera do resultado da biópsia, longos e muito longos 15 dias para saber se este líquido era cancerígeno ou não.
Caso fosse reiniciaríamos o tratamento de quimioterapia forte, atacando esta nova frente, mas sinceramente na minha visão com poucas chances de sucesso. Uma amiga nossa em Londrina começou um processo de formação de líquido nos pulmões e seis meses depois nos deixou.
Angústia que não podia estampar no rosto, por conta de todos que estavam e estão orando e torcendo por mim, assim vivi estes 15 dias penosos e longos angustiado.
Finalmente chegou o resultado, “NEGATIVO PARA MALIGNIDADE” o que significa que o liquido não possui células cancerígenas, e pode ter sido uma defesa do organismo para proteger o coração e pulmões, assim como ocorreu com meu irmão americano Mark.
Estamos indo para a consulta hoje ainda para saber os próximos passos, estou há mais de 15 dias sem quimioterapia, mas o organismo se ressente do processo, muita fadiga, pouca vontade de agir, pensamentos embaralhados, falta de concentração, muito menor condição física e mental, mas com uma vontade de viver enorme.
Vamos ver o que nos aguarda, com fé e confiança, e principalmente serenidade.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
A fé inabalável
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