segunda-feira, 2 de maio de 2016

O reinício das sessões e as mensagens cifradas

Reiniciamos as sessões em abril, o mesmo desconforto de sempre, muita fadiga, mal-estar, descontrole intestinal, e a batalha para não perder o peso.
No meio da primeira sessão fomos à Abadiânia, uma experiência incrível que vale muito a pena ir conhecer e encontrar a paz.
Mas as sessões são o indicativo de que a doença continua, firme e forte no organismo, tanto é que o índice CA subiu novamente atingindo 450, porém em minha mente e espírito tenho fé nos desígnios que me foram dados e sigo em frente confiante.
Na semana passada lançamos o livro A Guerra que não escolhemos, Família contra o câncer (www.institutomemoria.com.br), em uma noite tipicamente curitibana, gelada, porém com um grande calor dos nossos amigos, muitos destes que não via há  muitos anos, e que foram nos prestigiar. Além de uma obra que pretende ajudar pessoas com a doença, um orgulho muito grande de ter a Carol minha filha como autora.
E nesta noite conhecemos uma pessoa que também sofre do mesmo mal, porém na garganta. Ele me passou sua situação, não consegue comer nada sólido, pois não saliva, usa prótese, e está sofrendo muito fisicamente com o mal.
Quando chegamos na clínica para a sessão conhecemos uma senhora, e o que me chamou a atenção foi a estrutura física dela, muito magra, e eu ouvi que pesava 48 quilos, e puxando conversa soubemos que teve câncer na cabeça do pâncreas, só que operou 12 vezes, o índice CA dela está em 6.000, e estava lá firme, porém com muitos sintomas piores do que os meus.
Não conseguia sentir o cheiro (e realmente é forte) da medicação quando injetada no cateter, tem indisposição constante, sente muito mais os efeitos do tratamento.
Pela manha recebi uma ligação de um grande amigo, que conheci na década de 80, e que me relatou que estava indo ao hospital para a retirada de um rim, após a descoberta da doença.
Isto me fez refletir mais uma vez, e me sinto muito grato a Deus pela oportunidade de estar escrevendo, de estar vivo, de estar com meus amados, e ainda mais se comparar com alguns dos casos da doença me sinto abençoado, e muito feliz por isto tudo o que está acontecendo.
Não é fácil passar mal, e difícil sentir fadiga, mal-estar, mas é muito melhor sentir a vida fluindo em minhas veias, meu coração batendo forte, mesmo com a agressão recebida pela medicação, mas com o espirito leve e com muita confiança no que vem a seguir, seja lá o que for.
Fé resiliência e perseverança isto me move, o amor das pessoas que cuidam de mim, e que lembram de mim.
Muito obrigado meu Deus e a todos os que me acompanham, que Deus os abencoe.

Nenhum comentário:

Postar um comentário