Depois da consulta fomos retomar os exames, principalmente os de imagem.
Aí começaram os problemas. Uma ressonância magnética, que é algo simples, para pessoas como eu, com claustrofobia, se torna uma tortura.
Chegamos à clinica bem cedo e ao conversar com a Bellinha sobre o exame ela me falou que era a ressonância. Discuti muito com ela, eu tinha entendido que era tomografia, e não a famigerada ressonância.
Mesmo assim tentei, fiz a preparação, coloquei o “pijama” padrão da clinica e lá fui eu.
Tentei me controlar e muito, mas ao ser inserido no túnel simplesmente entrei em pânico mesmo com um buscopan na veia, suava frio, batia forte o coração, não consegui ficar na maca nem dois minutos. Na preparação é disponibilizada ao paciente uma campainha para chamar os atendentes, e foi o que fiz de imediato.
Não conseguia respirar, tinha falta de ar, estava tonto, demorei a recuperar, nem consegui dirigir até em casa, a Bellinha assumiu a boleia.
Chegamos a casa e conseguimos marcar a tal ressonância em uma máquina aberta, que na verdade não é tão aberta assim, mas o paciente dentro do túnel enxerga a saída do outro lado o teto, e o paciente não fica com o nariz grudado no teto do túnel, como na outra máquina.
O exame demora cerca de 30 minutos e o paciente é “fotografado” em diversos ângulos, assim o aparelho vai e volta ao longo do seu corpo, e a cada parada emite sons altos, batidas fortes parecendo metal batendo em metal, diversos sons parecidos com “sinos” e o paciente deve prender a respiração a cada fotografia.
Estava calmo e sereno, dentro do túnel, aproveitando o tempo para orar, pensar na vida, na situação atual e no que poderá acontecer.
Este exame foi pedido para verificar o problema no fígado, que pode ser gordura no órgão, e oramos muito para que não seja um novo foco da doença.
Vamos aguardar o resultado e ver o que irá acontecer.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Ressonância. ..
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