domingo, 8 de novembro de 2015

A fadiga fase III ou seria fase X, fase Y fase Z?


Esta fadiga me persegue, não tem jeito, sai deste corpo que não te pertence.....
Mas tem sido difícil, a sensação é de ter acordado após ter sido atropelado, dores no corpo, sensação de cansaço, mal estar, falta de força para caminhar meia quadra, erguer a mochila para por no carro é uma tarefa pesada e penosa, mas não impossível, cada passo a frente é uma vitória, uma luta terrível entre sua vontade e sua reação física. Na terça feira após o feriado quando passei muito mal cheguei a cogitar a possibilidade de pedir para ser internado estava realmente muito mal, mas decidi aguardar o dia seguinte.
Mais uma vez senti medo de dormir, e de não acordar no dia seguinte, orei muito pedindo a Deus que me desse forças para seguir minha vida.
No dia seguinte tinha aula à noite e precisava estar recuperado, e a dúvida era enorme.
Naquela noite dormi muito mal, rolava na cama sentia frio, calor, e pensava muito, muito mesmo. Decidi então assumir minha situação daquela forma, percebi que estava olhando muito para a terra e pouco para as estrelas, precisava mesmo sem forças encarar o céu, que brilha à noite mesmo que muitas vezes não possamos perceber por conta das nuvens. Assim me vi olhando para o céu e vendo as nuvens sendo carregadas, deixei de olhar o chão e procurei erguer minha vida novamente, encarando os desafios que me foram propostos.
Acordei bem disposto, sentindo ainda os efeitos da fadiga, mas relativamente bem. Fui para a Faculdade, participei de reuniões pela manhã e à tarde fiquei no sofá recuperando as energias para a aula da noite.
Ao sair de casa preveni a Bellinha que caso passasse mal alguém iria ligar para ela para me buscar, chegando na Faculdade avisei a Coordenação de que caso ocorresse algo era para ligar para casa que estava tudo acertado, e lá fui eu para a sala de aula.
Ao iniciar, me senti forte, e aos poucos fui me sentindo mais e mais renovado, fazer algo que se gosta é mais do que prazeroso, é essencial para a preservação da vida, e assim me senti na sala de aula, refeito mais espiritualmente do que fisicamente, até porque muitas vezes sentei para passar algum exercício e cumprir minha tarefa.
Cheguei em casa exausto mas feliz por ter conseguido vencer mais este desafio, não de ministrar uma aula, mas de ter renovado minha vida.

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