sábado, 24 de outubro de 2015

Gravação da aula


O dia conspirava contra, acordei disposto, mas como acontece algumas vezes, logo após o café da manhã passei muito mal, não conseguia respirar normalmente, indisposição, uma espécie de náusea, e falta de ar.
Pensei comigo, vou desmarcar a gravação e faço outro dia quando estiver melhor, mas como detesto procrastinação, decidi enfrentar a situação, aguardei alguns minutos, sentei, tomei folego, senti uma pequena melhora e resolvi ir em frente.
Ao meu lado minha fiel escudeira, guardiã e cuidadora a Bellinha, pedi a ela me acompanhar caso tivesse algum problema.
Saímos de casa, e chegamos ao estúdio do Mário Mendonça que nos recebeu como sempre com entusiasmo e alegria.
Novamente tomei fôlego, recuperei as energias enquanto a Meg fazia a maquiagem e fui medindo minhas forças, pensando se não conseguir gravar toda a aula (uma hora de aula gravada), vou até o meu limite.
Começamos a gravação, levei uma calculadora antiga da década de 60, uma vez que a aula era sobre matemática financeira, de modo a quebrar o gelo junto aos alunos, e aos poucos fui me entusiasmando. A gravação de uma hora aula demanda pelo menos duas horas de trabalho, tudo correndo muito bem, mas neste caso demoramos quase três horas.
Fiz a gravação sentado, não conseguiria fazer em pé como gosto, circulando agitando os braços, mas mesmo sentado mantive o entusiasmo e a energia.
Ao final o Mário me perguntou como estava, ao que respondi, exausto mas, renovado, fazer o que se ama é o máximo, fazer com entusiasmo e alegria é o que vale a vida, assim eu me senti com vida e energia, entregue de corpo e alma a uma atividade que me dá muito prazer.
O dia passou com as consequências do ato, ou seja, uma exaustão enorme, respiração curta, cansaço mas, sem nenhum mal estar, uma sensação de alegria interior por ter produzido algo que possa ser útil para as pessoas.
Semana que vem vou gravar a segunda aula, assim aproveito o final de semana para me recuperar, ganhar energia, força, uma vez que a chama continua acesa.
Vamos que vamos.

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