Relato do pai, sobre seus sentimentos no final do primeiro ciclo.
"Os primeiros dias foram “light” sensações diferentes mas estava de bem comigo meu corpo, porém chegou o dia 8 após a quimio, comecei a sentir diversas sensações, a principal delas fadiga, muita fadiga, não sinto forças para atravessar a rua, e aí começaram, enjoo, náuseas, diarreia.
No dia 11 após a quimio veio o pior, qualquer cheiro mesmo talvez inexistente me fazia enjoar, escovar os dentes passa a ser uma tarefa difícil por conta das náuseas.
São sensações terríveis, a sensação de incapacidade é enorme, é preciso lutar, mas a batalha é árdua, em alguns momentos me senti sem forças, sem saber para o que mais fazer, as batalhas passam a ser vencidas pela doença, mas a guerra é minha é preciso vencer a guerra.
Novamente eu vejo a Tim guerreira se entregando, entrando em desespero pela incapacidade dela em me ajudar, mas mesmo mostrando a ela que sou eu quem deve melhorar, mesmo que às vezes a impressão que tenho é que não irei melhorar.
O que eu tenho feito é entrar em contato com meu problema, me transporto para o interior do meu organismo e converso com meu tumor, agradeço por ele ter vindo me ensinar e me colocar nestas provações e dizer a ele e ao meu organismo que a cura deve ocorrer de dentro para fora, meu organismo deve combater este mal e retirá-lo, diminui-lo permitir que possa ser extraído e que eu venha a ter minha vida normal novamente.
Não tem sido fácil, o corpo não tem a mesma força de antes e estamos apenas no início, mas é preciso ser mais forte do que eu imagino que sou.
E agora? Em dois dias começa a segunda sessão, e vamos ver o que nos aguarda, e sempre, sempre mesmo com Fé em Deus tenho a certeza da vitória."
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