Vocês tem acompanhando que, apesar de ser uma pessoa fisica e emocionalmente forte, meu pai tem sofrido os efeitos do "veneno que cura".
São diversas sensações incômodas, dolorosas, desconfortáveis.
Obviamente todos estes efeitos são de nosso conhecimento. A gente vê o pai com dor, sensível, fraco.
A inquietude da alma que isso causa é muito grande, especialmente porque não há absolutamente nada que possamos fazer para tirar aquela dor.
Se houvesse eu já teria arrancado este tumor dele. A nossa sensação de impotência é imensa e muito presente.
A cada soluço, enjoo, falta de apetite, fraqueza, cansaço, dor, a gente permanece como espectadores engessados, que não podem agir, mudar, acabar com este episódio triste que nosso pai amado está vivendo.
Nossa alternativa é trazer o mínimo de normalidade, encarar com naturalidade o tratamento.
É muito difícil, mas nos esforçamos para tirar o foco do tratamento, esquecer a doença, lidar com as mudanças de forma natural e aceitá-las como parte da cura.
E rezar.
Para que o pai tenha coragem, força, fé e vontade de lutar.
E ele terá!
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